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RNP anuncia estratégia de nuvem para comunidade acadêmica

18/10/2017 20:39

No segundo dia do Fórum, a RNP anunciou a sua estratégia para oferecer uma infraestrutura de nuvem que atenda às necessidades da comunidade acadêmica. Segundo o diretor de Serviços e Soluções, José Luiz Ribeiro Filho, a arquitetura de nuvem adotada será híbrida, ou seja, com possibilidades para nuvem pública e privada. O acesso será comunitário e federado.

Segundo José Luiz, o modelo de governança terá perfis diferentes de usuários: científico, TI corporativo, plataformas nacionais e preservação de acervos. O desenho do projeto incluiu como provedores tanto a RNP e a academia quanto os provedores globais, como Microsoft, Google, IBM e Amazon. “Os pesquisadores já usam esses provedores, que precisavam estar reconhecidos no nosso desenho. No entanto, a oferta é limitada porque, como eles operam em escala global, os serviços são padronizados”, afirmou o diretor da RNP. Por esse motivo, a nuvem acadêmica também contemplou provedores locais.

Dentre as escolhas disponíveis para o modelo de negócios, a RNP optou por atuar como cloud broker, ou seja, como uma facilitadora do acesso a serviços em nuvem. Esse acesso se dá por um portal, ainda em desenvolvimento, que reúne as ofertas desse conjunto de provedores, em um conceito de marketplace. “Nosso papel, enquanto articulador e broker, é trazer as melhores ofertas para esse marketplace”, explicou José Luiz.

Segundo o gestor de TI da Universidade Federal do Acre (Ufac), Edvandro Carlos Reckziegel, a maioria dos gestores das instituições federais de ensino superior indicou a contratação por modelo de broker como a mais aceitável. Ao todo, 75% das instituições não oferecem infraestrutura de nuvem para seus pesquisadores. No entanto, há pesquisas em desenvolvimento que podem fazer uso dessa facilidade. Os dados foram coletados por meio da aplicação de um questionário para 65 gestores, respondido por 42 deles.

Ainda de acordo com o levantamento, a demanda maior desses usuários se concentra na troca de arquivos e de processamento de dados, devido à facilidade em escalar máquinas virtuais. “Como a demanda é por recursos computacionais avançados, isso exigiria um investimento muito grande para a compra de equipamentos, que depois ficariam ociosos”, explicou Edvandro.

Uma das instituições com grande demanda por soluções de TIC é o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), representada no Fórum RNP pelo coordenador de ações estratégicas Laurindo Campos. O INPA tem 2,2 mil pesquisadores intitulados, 500 alunos regulares, 132 patentes e artigos de relevância publicados em projetos internacionais. Hoje, devido às limitações de conectividade na região Norte, o instituto faz uso do Centro de Dados Compartilhados da RNP, em Manaus.