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Painel repensa o campus como espaço de experimentação para cidades inteligentes

10/11/2016 14:14

O campus como um ambiente de experimentação para o desenvolvimento de soluções que atendam às necessidades das cidades foi o tema debatido no painel sobre campus inteligente. Representantes da comunidade acadêmica e da iniciativa privada compartilharam visões sobre o modelo de negócios ideal para viabilizar novas tecnologias que transformem a cidade em um local mais agradável para os seus cidadãos.

Uma das instituições que desenvolve projetos na área é a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), pelo seu centro de inovação e cidades inteligentes. No campus da universidade, são testadas diversas soluções, como em iluminação pública e detecção de movimentos de automóveis e pessoas. “Entendemos que a inteligência está em fazer com que aquela comunidade se sinta bem com os serviços que são providos”, afirmou o coordenador do centro de inovação da PUC-RS, Fabiano Hessel.

O pesquisador sinalizou que uma das dificuldades em levar esses projetos para a realidade das cidades está na transferência da tecnologia para a gestão pública. “Hoje, o projeto precisa ser viabilizado por parceria público-privada. É preciso mostrar ao gestor que assim como está funcionando no campus, pode estar também na sua cidade”, comentou Fabiano, que também apontou o desafio da cooperação para resolver os problemas locais com soluções globais, que possam ser replicadas em outros campi e cidades.

O representante da Cisco, Ricardo Santos, trouxe uma visão de negócio para a transformação do campus como um espaço digital, ao afirmar que as soluções tecnológicas precisam estar orientadas para o desenvolvimento socioeconômico da cidade. “A universidade tem que ser encarada como um ambiente sustentável economicamente. É preciso uma mentalidade empresarial para a gestão do campus na prestação desse serviço de consultoria para as cidades, que gere receita”, indicou Santos, que destacou também a cultura digital para aumentar a velocidade de adoção dessas tecnologias.

Outro exemplo trazido pelo painel foi o da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que criou um instituto voltado para soluções em cidades inteligentes após a assinatura de um termo de cooperação entre a universidade e a prefeitura de Natal. Segundo Everton Cavalcante, da UFRN, estão sendo desenvolvidos projetos em turismo, principal fonte de renda da cidade, em segurança pública, mobilidade, meio ambiente e serviços essenciais.

O Instituto Metrópole Digital da UFRN é dividido em cinco áreas: desenvolvimento de aplicações; sensoriamento, tanto de hardware embarcado como de software; soluções baseadas em computação em nuvem; plataformas de middleware; e análise e visualização de dados. A unidade dispõe da Rede Giga Metrópole, de fibra óptica e alta velocidade, derivada da rede metropolitana de Natal, operada pelo Ponto de Presença da RNP no estado.