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Instâncias governamentais discutem ações em telessaúde e telemedicina

10/11/2016 18:20

A integração entre as três esferas de governo – o Ministério da Saúde, os estados e municípios – para promover ações de telemedicina e telessaúde que cheguem até os cidadãos e os profissionais de saúde, tanto nos grandes centros e como nas localidades mais afastadas, foi o objetivo do painel que abriu as atividades da trilha de telessaúde. Participaram da sessão o secretário executivo do Ministério da Saúde, Antonio Carlos Figueiredo Nardi, o presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), Mauro Junqueira, e o membro do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Saúde (CONASS), Fernando Cupertino.

O secretário executivo do MS, Antonio Nardi, destacou, como principais objetivos dos programas de telemedicina e telessaúde, a capacitação de profissionais aptos para o uso das novas tecnologias e os benefícios diretos aos cidadãos. “De nada adianta o investimento se o cidadão não for alcançado. Nosso maior desafio é fazer com essa ferramenta esteja disponível para os que ainda não têm acesso ou não a utilizam em sua totalidade”, afirmou Nardi.

O secretário ainda apresentou um panorama do Programa Telessaúde Brasil Redes, iniciado em 2007 para melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no Sistema Único de Saúde, através do uso das tecnologias de informação e comunicação. Hoje, são 46 núcleos de telessaúde implantados em 23 estados. De 2008 a 2016, foram 130 mil consultorias a distância, 661 telediagnósticos e 670 mil atividades de teleeducação.

Já o presidente do CONASEMS, Mauro Junqueira, ressaltou que as políticas de saúde são executadas em grande parte pelo município e que é necessário que a capacitação de profissionais de saúde chegue até os seus locais de trabalho. “Precisamos de um esforço coletivo dos três entes e a iniciativa privada para que possamos avançar”, disse Mauro.

A telessaúde como prioridade de agenda foi destacada por Fernando Cupertino, do CONASS, que defendeu uma gestão colaborativa e solidária entre os três entes governamentais. “Nós precisamos nos articular melhor, colocar como agenda de prioridade a telemedicina e a telessaúde para as três esferas de governo e tentar aproveitar melhor os recursos que já estão disponíveis”, declarou Cupertino.

Ele ainda pediu maior sinergia do gestor público e a academia. “É preciso chamar a academia para discutir essas questões. As universidades exercem um papel importante dando subsídios para que os governos tomem suas decisões”.