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Ibict apresenta projeto de integração de sistemas de informação em apoio à pesquisa

17/10/2017 17:05

A necessidade de integração de sistemas de informação em apoio à produção científica nacional foi alvo do painel sobre gestão de identidade, no primeiro dia do Fórum RNP, com participação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

O principal destaque foi o projeto BR-CRIS, liderado pelo Ibict, que se baseia no conceito de Sistema de Informação de Pesquisa Corrente (CRIS, na sigla em inglês). A iniciativa pretende desenvolver um sistema CRIS nacional capaz de integrar as informações de vários outros sistemas, reunindo informações relevantes para o procedimento da pesquisa em uma base de dados única.

A coordenadora-geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do Ibict, Lillian Alvares, apresentou os benefícios desse sistema para a comunidade de pesquisa, entre eles o fluxo de informação maior entre as organizações, apoio ao gestor para a tomada de decisões, a melhor avaliação do impacto da pesquisa, o reuso de dados e a descoberta de novas redes de colaboração. Segundo Lillian, o sistema também contribui para reduzir a carga administrativa do pesquisador, que pode se dedicar integralmente ao desenvolvimento da sua pesquisa.

De acordo com o coordenador de Informação e Estudos Internacionais no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Paulo Henrique de Assis Santana, o BR-CRIS traz uma solução sustentável para um problema de integração nacional de informações sobre pesquisa corrente. O projeto prevê uma integração ao identificador universal ORCID, uma iniciativa de base comunitária, aberta e sem fins lucrativos. “Se temos um identificador internacional, isso não só viabiliza a internacionalização dos nossos dados como a incorporação deles”, afirmou Santana.

Segundo a diretora regional da ORCID na América Latina, Ana Herédia, a comunidade que utiliza o identificador universal já contabiliza 4 milhões de pesquisadores e é adotada por 7 mil periódicos no mundo. “O ORCID nasceu do problema da ambiguidade do nome dos pesquisadores. É importante saber de quem estamos falando e vincular ao pesquisador todas as suas atividades de pesquisa”, declarou Ana Herédia.

O coordenador de Gestão da Informação da Capes, Manoel Siqueira, trouxe dados da plataforma Sucupira, base de referência do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). Ele expôs a dificuldade na identificação de autores e coautores responsáveis pela produção intelectual nacional e os benefícios em adotar o identificador ORCID. “A pós-graduação brasileira está em franco crescimento e expansão. Esse projeto de integração nacional contribui para diminuir a chance de erro e qualificar os dados que estamos disponibilizando”, disse Manoel.