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Fórum RNP vai discutir os desafios da Computação Verde

Para João Carlos Redondo, o tema tem sido um diferencial competitivo para as instituições

17/10/2016 15:41

O termo ainda é pouco conhecido, mas as práticas já têm sido adotadas por empresas privadas há muitos anos e, mais recentemente, no setor público. A Computação Verde está associada à eficiência energética, ao uso de recursos renováveis e não tóxicos, além da minimização dos resíduos gerados nos processos de produção. Para envolver instituições de ensino e pesquisa, Governo e outros stakeholders no debate, o tema será assunto no Fórum RNP deste ano.

O palestrante convidado é João Carlos Redondo, diretor de sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e diretor de meio ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Para o Redondo, a Computação Verde tem sido um diferencial competitivo para as instituições. “Sua prática proporciona uma economia a longo prazo, imprime uma imagem positiva perante à sociedade e ainda agrega valor na cultura organizacional da empresa”, destaca.

O especialista afirma que a Computação Verde também já é uma realidade no setor público. A Lei 8.666, que estabelece normas gerais para as licitações, já permite a inclusão de aspectos socioambientais e sustentáveis na contratação de fornecedores de serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Segundo Redondo, 45% das compras no país neste setor são feitas pelo Governo e suas autarquias. “Por isso, é importante fortalecer e incorporar os princípios da Computação Verde também nos órgãos públicos. São práticas pautadas na eficiência e otimização de recursos a longo prazo”, reforça.