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Exército e Marinha falam sobre evolução tecnológica da indústria da defesa

10/11/2016 20:00

“Em todos os países desenvolvidos, a tecnologia é produzida em parceria forte entre a academia e a indústria, sendo a da defesa um catalisador de demandas”, declarou o general Bráulio de Paulo Machado, vice-chefe de TIC do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército Brasileiro.

“A guerra hoje é fortemente influenciada pela TI. Não tem como qualquer força armada operar hoje sem tecnologia”, ressaltou o oficial. “Por esse motivo, o DCT tem dado ênfase em trabalhar com o governo, a academia e indústria, em um modelo chamado de Tríplice Hélice”, complementou.

Como exemplos de aplicações desenvolvidas recentemente pelo Exército, o general citou os softwares Família de Aplicativos, para comando e controle da Força Terrestre, e o Pacificador, voltado à gestão de grandes eventos, que foi usado na Copa, nas Olimpíadas, na Jornada Mundial da Juventude e na Rio +20, além de ser empregado diariamente no Haiti.

No que tange à RNP, com a qual o Exército atua no Programa Amazônia Conectada, afirmou que “a aproximação é uma forma de aprender sobre administração de redes e abre a possibilidade futura de uso de alguns serviços”.

Já para o contra-almirante Alfredo Martins Muradas, diretor do Centro de Análise de Sistemas Navais, a infraestrutura da RNP é algo de que o país pode se orgulhar. “Com a rede de ensino e pesquisa, podemos distribuir conteúdo para todo o território nacional, o que é importante para a Marinha, uma instituição extremamente capilarizada. São mais de 400 pontos espalhados pelo país, em locais de difícil acesso, onde, às vezes, só temos acesso satelital, não muito confiável”, detalhou.

Para Muradas, é difícil uma instituição manter sozinha uma infraestrutura com confiabilidade, redundância e replicação. “Assim, vemos a parceria com a RNP como um meio de termos acesso a uma infraestrutura cada ver mais aprimorada”